A exposição realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) destacou a maconha como tema central, promovendo uma reflexão e diálogo sobre suas propriedades botânicas, bem como suas interações com nossos corpos e culturas. Historicamente, na sociedade ocidental, o preconceito e a criminalização da cannabis têm ofuscado importantes lutas além de usos rituais e medicinais associados à planta. Esse contexto gerou uma privação de conhecimento e um consequente distanciamento social.
As obras expostas buscaram difundir conhecimentos científicos sobre a maconha, destacando suas estruturas naturais de forma grandiosa. A interação entre espécies, como a atração ao nosso olfato e paladar, é explorada através da beleza visual das peças. O público foi conduzido por um percurso de aprendizado visual, explorando a volumetria orgânica da planta, possível graças à tridimensionalidade das esculturas.
Utilizando técnicas mistas da arte contemporânea, as obras combinam escultura digital (impressão 3D), modelagem manual e industrial, criando uma fusão entre o orgânico e o sintético. Este diálogo entre o artesanal-ancestral e as tecnologias de fabricação digital proporciona uma experiência estética única. A representação plástica das folhagens, pistilos, sementes e tricomas em cores vibrantes oferece um deleite visual, conectando o público com a transformação científica que atualmente reconhece a “Fruto da Ganja” como o que antes era conhecido como “Flor”.
Esta exposição ocorreu dentro da Universidade Federal de São Carlos Foi portanto, uma celebração da cannabis como uma planta de significância cultural, bem como um agente de divulgação científica e artística em torno da planta.